Resumo
O presente artigo analisa os desafios, as possibilidades pedagógicas e a importância da transversalidade na abordagem da sexualidade no ambiente escolar contemporâneo. Parte-se do reconhecimento de que a sexualidade não se reduz aos aspectos anatômicos, fisiológicos ou reprodutivos, pois envolve dimensões afetivas, sociais, culturais, éticas, históricas e relacionadas aos direitos humanos. O estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica qualitativa, com levantamento e análise de artigos científicos, livros, documentos normativos e materiais institucionais relacionados à educação sexual, formação docente, diversidade, saúde sexual e proteção de crianças e adolescentes. A revisão foi ampliada com publicações recentes, especialmente de 2020 a 2025, de modo a responder à necessidade de maior fundamentação teórica e atualização apontada na avaliação do trabalho. A literatura consultada evidencia que o silêncio institucional, a insuficiência da formação docente, os tabus e os conflitos sociopolíticos podem dificultar o diálogo pedagógico sobre sexualidade. Ao mesmo tempo, estudos recentes apontam possibilidades de formação continuada, uso de recursos pedagógicos, articulação entre escola e serviços de saúde e desenvolvimento de práticas interdisciplinares. Conclui-se que a escola pode contribuir para a formação integral dos estudantes quando trabalha o tema de forma científica, adequada à faixa etária, ética, acolhedora e articulada aos direitos, à prevenção das violências e à promoção da saúde.

Palavras-chave: Educação sexual. Escola contemporânea. Sexualidade. Formação docente. Transversalidade. Direitos humanos.