Resumo
A nutrição na primeira infância exerce papel fundamental no crescimento e formação de hábitos alimentares saudáveis. Contudo, a introdução precoce de alimentos ultraprocessados (AUP), tem se tornado uma prática crescente e preocupante, com potenciais prejuízos à qualidade da dieta infantil e ao desenvolvimento saudável. Essa revisão integrativa teve como objetivo analisar os impactos da oferta precoce de AUP no desenvolvimento infantil. À busca dos estudos foi realizada nas bases SciELO, PubMed, LILACS e MEDLINE, incluindo artigos originais, entre 2015 e 2025. Foram excluídos trabalhos duplicados, não relacionados ao tema ou voltados a outras faixas etárias. Os resultados evidenciam que o consumo de AUP está associado à vulnerabilidade social, baixa escolaridade materna, tempo excessivo de exposição a telas e práticas alimentares inadequadas. Por outro lado, a inserção e permanência no ambiente escolar mostraram efeito protetor. Constatou-se que a introdução antecipada desses alimentos compromete o crescimento e o desenvolvimento infantil, além de favorecer a formação de hábitos alimentares inadequados que podem persistir na vida adulta. Conclui-se que a introdução precoce desses alimentos, especialmente biscoitos, bebidas adoçadas, sobremesas lácteas e salgadinhos, reduz a diversidade alimentar, diminui a ingestão de alimento in natura, além de favorecer hábitos alimentares inadequados ao longo da vida, causando prejuízo , nesse sentido, estratégias de intervenção, políticas públicas e ações educativas voltadas à promoção do consumo de alimentos in natura e minimamente processados são fundamentais para reduzir o consumo precoce de ultraprocessados e promover a saúde infantil.

Palavras-chave: Alimentação Complementar. Alimentos Industrializados. Nutrição Da Criança. Hábito Alimentar Infantil.